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Sindicalista filiada ao PT diz que alguns militantes pedem sua saída por críticas ao governo Fátima



A sindicalista Janeayre Souto, que é filiada ao Partido dos Trabalhadores, afirma que tem sido alvo de questionamentos e até pedido de expulsão do PT devido aos comentários e críticas que tem feito ao governo Fátima Bezerra. De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta (Sinsp-RN), "um dos piores momentos na luta sindical é perder quando temos no poder um governo que lutamos e ajudamos a eleger".


Janeayre publicou uma nota afirmando que: "Foram muitos anos de luta nas ruas para eleger um governo popular no Rio Grande do Norte. Um governo que estivesse ao lado dos trabalhadores, que finalmente pudesse encarar as injustiças sociais e dar igualdade de tratamento aos que não dispõem socialmente do mesmo. Pelo menos é isso que nós, servidores, acreditamos que tem de ser no nosso estado".


No entanto, segundo a sindicalista, "o Governo preferiu mostrar a força contra os trabalhadores do que abrir o diálogo e mandar uma proposta de reajuste para os quatro anos de governo. Não precisaria ser 16,38% de uma única vez. Poderia ser dividido, da mesma forma que fez com a PM. O SINSP procurou o Governo diversas vezes na tentativa de negociar, mas sempre recebeu a resposta negativa de quem comanda o Estado".


Janeayre Souto se refere ao projeto de reajuste de 16,38% para os procuradores do Estado, que teve uma emenda do deputado Nelter Queiroz - estendendo o benefício aos demais servidores - rejeitada na Assembleia Legislativa.


"Semana passada, perdemos a batalha dos 16,38% na Assembleia Legislativa. Mas a luta das categorias segue firme e não trocamos a fidelidade da nossa base por qualquer tipo de benesse no Governo. Diante de tudo isso, quando ouço que há militantes do PT sugerindo minha saída, e até expulsão, só peço que reflitam sobre o principal motivo do surgimento do PT, quatro décadas atrás, e o motivo de quem optou por ele como partido ideal. O que me move é a defesa intransigente dos trabalhadores, e é o que eu nunca deixei de fazer. Nenhum tipo de ameaça, seja de governo, militância ou de qualquer outra origem vai me fazer negar os ideais que acredito e defendo com tanta garra", completa.

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