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Potiguar está entre os 20 jovens brasileiros de destaque para a próxima década, de acordo com a Veja


Foto: cedida

Ao lado de grandes influenciadores como a atriz e cantora Larissa Manoela e do jogador do Flamengo Vinicius Junior, o jovem estudante norte-riograndense Pedro Gorki é destaque na capa da última edição da revista Veja. Com o título “20 brasileiros de 20 anos que têm tudo para se destacar na próxima década”, a publicação traz em suas páginas a história de 20 jovens brasileiros com potencial para se tornarem grandes personalidades nos próximos 10 anos. A chegada da revista nas bancas, prevista para acontecer nesta quarta, dia 8, traz um breve histórico sobre sua atuação e traça o perfil do jovem estudante potiguar.


O jovem Gorki é o presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas - UBES e liderou em 2019 uma série de movimentos estudantis que confrontaram a política educacional do Governo Bolsonaro e do Ministério da Educação - MEC. O movimento, conhecido como "Tsunami da Educação", levou milhões de estudantes às ruas de todo o Brasil para protestar contra os cortes do governo na educação fazendo com que o MEC voltasse atrás na redução dos investimentos na área.


Veja trecho da matéria da Revista Veja:

Das Jornadas de Junho para a maior entidade de secundaristas do país


A trajetória de Pedro Gorki, nascido para a política


Em meio às já célebres Jornadas de Junho — como ficaram conhecidas as grandes manifestações que sacudiram o Brasil em 2013 —, um garoto de 12 anos gritava palavras de ordem nas ruas de Natal (RN) contra a elevação do preço das passagens de ônibus, o estopim da revolta. Na sequência, ele quis participar da ocupação da Câmara Municipal, mas a mãe não o autorizou. Foi a última vez que ela freou sua militância. Em 2016, quando o movimento estudantil começou a invadir escolas em protesto contra a PEC do Teto de Gastos, a Medida Provisória do Ensino Médio e o projeto Escola sem Partido, Pedro Lucas Gorki Azevedo de Oliveira liderou centenas de jovens que tomaram o Instituto Federal no estado e a Secretaria da Educação por dez dias. Depois disso, o adolescente ajudou a reativar a União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas, que ficou sob seu comando por alguns meses. No fim de 2017, ainda com 16 anos, Pedro acabou eleito presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), com 84% dos votos. O mandato termina em maio próximo.


Filho de servidores públicos ligados ao sindicalismo, o estudante nasceu na capital potiguar em um “berço comunista”, por assim dizer. O nome Gorki lhe foi dado em homenagem ao escritor russo Máximo Gorki (1868-1936) — e Pedro jamais renegou suas origens. Com 7 anos, ganhou um cachorro e o batizou de Lênin. Aos 9, filiou-se à União da Juventude Socialista e, aos 16, entrou para o PCdoB, ao qual seus pais são filiados, por achar que o partido representava a vanguarda — opinião que ainda mantém, a despeito do apoio da sigla a ditaduras como Cuba e do desastre do comunismo.


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