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Fruticultura potiguar conquista mercado chinês e deve gerar mais 10 mil empregos


Foto: Assecom/Sedec

Após anos de negociações, o setor de fruticultura conseguiu fechar um acordo para abertura do mercado chinês à produção de melão potiguar. O aumento no potencial de exportação deve reforçar ainda mais a posição de liderança do Rio Grande do Norte no segmento, gerando mais empregos e renda.


O acordo para a exportação foi assinado no país asiático na madrugada da quarta-feira (23). A expectativa do setor é de que o potencial do mercado resulte na geração de 10 mil novos empregos diretos no Rio Grande do Norte nos próximos três anos.


Os primeiros contêineres com frutas produzidas no RN devem ser enviados à China a partir de fevereiro, consolidando a exportação plena a partir da safra 2020-2021. “Reconhecemos o comprometimento do Governo em atuar para o desenvolvimento da fruticultura e melhorar o ambiente de negócios”, destacou Fred Escóssia, assessor institucional da Agrícola Famosa.


Em julho deste ano, uma missão formada por diplomatas e empresários chineses visitou as plantações de melão no Oeste Potiguar. A visita foi articulada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), junto à embaixada chinesa no Recife-PE para aproximar as relações e buscar novos negócios.


A Agrícola Famosa possui 30 mil hectares de área total e cerca de 10 mil hectares de área produtiva, dos quais 70% estão localizados em território potiguar e 30% em área cearense. Para o proprietário Luiz Roberto Barcelos, esta é a oportunidade perfeita para atingir o grande objetivo de exportar seu produto para a china.


A empresa produz 7 tipos diferentes de melão, cuja cultura é favorecida pela proximidade com a Linha do Equador, o que possibilita um clima ideal para este tipo de produção. Além disso, o solo arenoso permite controlar a quantidade adequada de nutrientes na terra.


Aproximação com a China


A Cônsul Geral da República Popular da China no Brasil, Yan Yuqing, visitou a Agrícola Famosa em julho, quando veio ao Rio Grande do Norte trazendo uma comitiva para avaliar as potencialidades e buscar possíveis investimentos para o estado. À época, o proprietário da empresa Luís Barcelos informou que tentava a pelo menos 5 anos incorporar a China ao seu portfólio de exportações. “Em dois anos, poderíamos exportar duas vezes a quantidade de melão que exportamos hoje”, justificou o empresário, que já comercializa seu produto para países como Inglaterra, Holanda, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha, Chile e Argentina.


A aproximação com a China partiu da Secretaria de Estado Desenvolvimento Econômico. O titular da pasta, Jaime Calado, esteve com sua equipe duas vezes no consulado chinês em Recife abordando as potencialidades do Rio Grande do Norte. Durante a passagem dos chineses no estado, foi realizada uma rodada de negócios onde foram discutidas áreas de interesse comum entre os países: energias renováveis, agricultura, indústria, transporte, infraestrutura urbana, entre outras.

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